Lançamento dia 3 de Outubro, no Teatro São Luiz, Jardim de Inverno, 18h30m (Lisboa)
http://www.myspace.com/dancasocultas
Depois dos discos “Danças Ocultas” em 1996, “Ar” em 1998, “Travessa da Espera” em 2002 e “Pulsar” em 2004, Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel apresentam o seu mais recente trabalho a ser editado em Outubro de 2009.
“Tarab”é o título escolhido.
O conceito Tarab, usado no Norte de África, assenta na ideia de um nível superior de consciência colectiva atingido numa performance, partilhado entre artista e público.
Na sequência do álbum “Pulsar” (2004), e da convivência com outros instrumentos e vozes surge Tarab; um regresso ao ensemble original, com incidência na aptidão expressiva da Concertina e na capacidade emotiva da própria música dos Danças Ocultas.
Danças Ocultas
Artur Fernandes
Filipe Ricardo
Filipe Cal
Francisco Miguel
O novo trabalho de Fernando Girão está à venda desde 7 de Setembro/09, depois de uma ausência do músico de 7 anos. Nas palavras do músico “Viver não é só o que vemos na camada exterior.
O que está no interior é muito mais importante e verdadeiro. Ser artista «é coisa de Deus».
Estas palavras pertencem a Fernando Girão, ou devemos dizer Very Nice, nome artístico como muitos ainda o recordam. Não importa a maneira como o tratamos, importa o artista que é.
Fernando Girão é um homem profundamente místico, herança que provavelmente lhe foi transmitida pelas suas raízes brasileiras.
Nascido em São Paulo, é brasileiro de nascença e português de adopção, mas no fundo ele é uma mistura de muitas raças, crenças e culturas.
Fernando Girão é ainda um homem do mundo. As várias influências adivinham-se na sua obra. Do Brasil tem a alegria e musicalidade de um povo onde a música brota mesmo nas condições mais adversas, de Portugal transporta um sentimento único a que chamamos saudade, de África os ritmos profundos dos batuques tribais, da América os lamentos belíssimos dos espirituais negros do sul dos Estados Unidos e o jazz tão característicos das velhas ruas de Nova Orleães.
A sua voz e capacidade de improvisação transmitem-nos todas estas nuances, numa mistura de estilos que o tornam único.
Após 7 anos de ausência, período em que pouco ouvimos ou soubemos dele e que lhe serviu de introspecção fazendo-o repensar a sua vida, Fernando Girão decide recarregar baterias, e mais uma vez parte para outras terras, para ir beber às raízes que sempre lhe alimentaram o espírito. Passa pelo Brasil, Marrocos, Moçambique, Angola e Açores, actua como convidado em inúmeros espectáculos de outros artistas seus companheiros e regressa com muitos projectos na bagagem à espera de verem a luz do dia, pronto para uma nova etapa na sua vida.
Fado Negro – Fernando Girão, em 2009, decide finalmente editar um novo disco de originais “Fado Negro” (com letras e músicas suas). Este disco devolve-nos um Fernando Girão mais maduro mais sofrido, mais intimista e profundamente místico. “Fado Negro” é um trabalho que nos transmite não só a portugalidade que mora em cada um de nós, como nos leva às paisagens longínquas que ele tão bem conhece.
Ao todo são 12 novos temas, sendo 2 deles “Fado Maria Girão” e “Fado Fernando de Freitas” uma clara homenagem aos seus pais.